Icó


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08/09/2016 09:21

Após 152 anos, família Théberge retorna ao Icó a convite do VI Festival ICOZEIRO



Desde 1864, quando o Dr. Pedro Théberge morre e a família sai de Icó, nunca mais os descendentes retornaram ao município tricentenário

Uma família francesa que transformou os ares da Ribeira dos Icós, empório comercial da Província do Siará nos séculos XVIII e XIX, e deixou marcas culturais e estruturais em apenas 16 anos intensos de presença.

Desde 1864, ano do falecimento do médico francês Pierre François Théberge, o Dr. Pedro Théberge, e da saída da família de solo icoense, uma descendente aporta novamente em Icó, após 152 anos, a partir de um convite especial do VI Festival da Cultura Icoense.

A psicóloga Gilda Théberge Gabizo, trineta de Pedro Théberge, com 70 anos incompletos, é a convidada especial da edição de 2016 do Festival Icozeiro, que a homenageará e a família Théberge, com a Comenda Especial Henrique Théberge.

Henrique Théberge, filho de Pedro Théberge e de Maria Angélica Elisa Soulé Théberge, é bisavô da homenageada, que pela primeira vez estará no maior evento multicultural independente do Sul cearense, a ser realizado entre os dias 18 e 30 de dezembro de 2016 e que já mobilizou 55 mil pessoas de 2011 a 2015.

"Estou totalmente comovida e orgulhosa em receber esta honraria com o nome de meu bisavô Henrique. Sempre tive o sonho de conhecer o lugar onde minha família iniciou aqui no Brasil e onde escolheram para morar", destacou Gilda.

CULTURA E ESTRUTURA - Durante 1848 a 1864, entre as marcas deixadas pela família Théberge em Icó, está o Teatro da Ribeira dos Icós [1860], o primeiro do Ceará, idealizado por Dr. Pedro Théberge, que escreveu uma das primeiras obras da historiografia cearense, o “Esboço Histórico da Província do Ceará” e "Extractos dos Assentos do Antigo Senado do Icó, desde 1738 até 1835". Desenhou a primeira Carta Corográfica do Siará e escreveu estudos sobre as secas.

Ele ainda foi diretor da obra de conclusão da Casa de Câmara, Cadeia e Júri de Icó, iniciou os trabalhos de uma igreja e organizou o projeto de um cemitério local, além de ter participado da Comissão Sanitária de Icó, combatendo a febre amarela e especialmente a cólera, que vitimou um terço da população icoense e cujo atendimento era realizado no Teatro da Ribeira dos Icós.

A esposa Maria Angélica Elisa Soulé Théberge era musicista. Na residência dos Théberge, Elisa tocava piano acompanhada ao violoncelo por Simplício Delfino Montezuma, icoense e um dos grandes compositores cearenses. A influência do casal deixou como testemunho o Teatro Municipal da Ribeira dos Icós.

GILDA THÉBERGE - Gilda Théberge Gabizo nasceu em 29 de outubro de 1946 no Rio de Janeiro. Filha de Pedro Théberge e Heloisa Helena Théberge, seus avós paternos eram Franklin do Amaral Théberge e de Cisalpina Pessôa Théberge, ambos nascidos no Ceará, sendo ele em Fortaleza e ela em Aracati.

O avô paterno [Franklin] era filho do casal Henrique Théberge e Maria Amélia do Amaral Théberge.

Gilda Théberge formou-se em Psicologia em 1969 pela Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro [UFRJ]. Fez formação em Psicanálise no Círculo Brasileiro de Psicanálise de 1989 a 1973.

Trabalhou no Centro de Estudos, Treinamento e Aperfeiçoamento da Secretaria de Saúde , na Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação [ABBR] e posteriormente em consultório particular até o ano de 2010.

Participou de trabalhos voluntários na área de saúde na Policlínica de Botafogo no serviço de Pediatria e posteriormente na área de Educação, na Escola México e no planejamento do projeto Biblioteca itinerante em duas Instituições.

Casou-se no dia 04 de setembro de 1968 com Sérgio Suney Gabizo, com quem tem dois filhos, Rodrigo e Flavia, além de três netos Marcella com 15 anos, Bruno com cinco anos e Pietro com dois anos.

HENRIQUE THÉBERGE - Nascido em Recife-PE, em 27 de junho de 1838, era filho de Pedro Théberge e Maria Elisa Soulé Théberge. No Icó, onde foi residir com os pais ainda menino, fez os primeiros estudos, seguindo depois para o Rio de Janeiro, onde fez o curso da Escola Militar e o de Agronomia.

Participou da Guerra do Paraguai, na qualidade de Tenente, e recebeu medalhas militares do Brasil, Argentina e Uruguai. No retomo ao Ceará, desempenhou funções de Engenheiro de 378 obras públicas, Bibliotecário, Engenheiro da Estrada de Ferro de Baturité, Gerente da Companhia. Ferro-Carril e Professor do Liceu do Ceará.

Na Bahia, foi Engenheiro-chefe do Tráfego e Locomoção da Estrada de Ferro Paulo Afonso. Além disso, foi um dos fundadores da Academia Cearense de Letras [ACL] e dirigiu os primeiros números da revista da entidade.

Em 1869 publica de forma póstuma o livro de seu pai, Dr. Pedro Théberge, "Esboço Histórico da Província do Siará", em três tomos. Em 1872 leva os restos mortais de Pedro Théberge à Igreja Senhor do Bonfim, com lápide em homenagem feita por ele e Simplício Delfino Montezuma. No dia 11 de junho de 1905, falece.

ICOZEIRO – Realizado desde 2011, o Festival ICOZEIRO é uma realização da Associação Filhos e Amigos de Icó [Amicó]. O evento é realizado entre 18 e 30 de dezembro no Centro de Arte e Cultura Prefeito Aldo Marcozzi Monteiro [CACPAMM], no secular prédio da Antiga Casa de Câmara e Cadeia, tombado pelo IPHAN e localizado no Centro Histórico de Icó.

O Festival tem como objetivo promover a integração e a valorização de todos os segmentos da cultura e da arte e estimular a criação e divulgação artístico/cultural em nosso município e dos municípios vizinhos.

Desde a primeira edição, em 2011, até 2015, o público estimado do evento é de cerca de 55 mil pessoas. Na última edição, em 2015, o evento mobilizou cerca de 20 mil pessoas, registrando um novo recorde de participação da comunidade local, regional e estadual. O Festival é uma das programações mais aguardadas pela população icoense no final do ano.

No evento estão presentes as linguagens de música, dança, teatro, literatura, além de repente, palestra e workshop, na parte de apresentações no palco principal. Já na área das exposições, as artes visuais e artesanato são opções de inscrição.

Além destes, o Icozeiro conta com os eventos paralelos do Festival: o IV Concurso Literário Icoense [CLIC] Poeta José de Oliveira Neto [charge, conto, crônica, poesia e cordel] e o Troféu Louro Verde [pessoa jurídica e escola]. Voluntários que desejam participar do evento, com direito a certificação com horas de participação de evento, também podem se inscrever.

 

* Com informações da Assessoria de Comunicação da Associação Filhos e Amigos de Icó (AMICÓ) / VI Festival da Cultura Icoense - ICOZEIRO 2016



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